14 junho, 2017

Resenha: Cova 312

Autora: Daniela Arbex
Editora: Geração
Páginas: 344


Novas Páginas de uma História escrita com Sangue...

“Fui despertada pela vontade de contar histórias de pessoas… Deixei a escola com a esperança de transformar a realidade social por meio do meu trabalho.”
Folhear e se alimentar de um texto escrito pela jornalista Daniela Arbex nunca será fácil, porém, uma coisa é certa, sempre será viciante e muito esclarecedor, pois seu profissionalismo é eletrizante, feito de corpo e alma… Tão intenso que durante a leitura nos sentimos praticamente ao seu lado absorvendo cada pedacinho dos muitos casos trancafiados nos baús com episódios de denúncias mudas e cegas do passado. Sua narrativa é real, tão visível e palpável que é possível compreender os códigos e mistérios que guardam verdades propositalmente desaparecidas ou esquecidas, por mais que capítulos já tenham sido descobertos e lidos em nosso país.
“Disposta a contar um capítulo inédito da ditadura, iniciei ainda naquele março de 2002 o trabalho de investigação que tinha duas frentes: levantar o que se passou com o único civil da guerrilha do Caparaó até o momento de sua morte e localizar os militantes da cidade que haviam pleiteado reparação junto à Comissão Estadual de Indenização às Vítimas de Tortura…”

Uma nova página em branco foi removida dos porões abandonados, renascendo neste livro que se abre para conhecermos mais um poucos sobre o Brasil. Parece-me que a história aguardava alguém que assumisse com coragem e ousadia a missão de trazer à tona segredos obscuros sem medo de expor as mentiras e omissões sobre a ditadura, nos anos de 1964. Daniela Arbex (reconhecida e grandemente premiada com vários títulos, inclusive um deles se deve pelo primeiro livro Holocausto Brasileiro, publicado também pela Geração Editorial e que retrata o grande genocídio no Hospital Colônia, Barbacena-MG, o maior hospício do Brasil) não deixou escapar esse momento que surgiu diante de seus olhos, explorando o que estava oculto, atrás de algum facho de luz de dentro das cadeias minúsculas, mas repletas de mágoas, dores e lembranças sofridas, mergulhadas em lágrimas, sangue e crueldades sem limites. Tem resenha de Holocausto Brasileiro aqui.

Coragem no Coração e Lupa na Mão… 

“...Ambas foram tarefas difíceis. A primeira porque era permeada por silêncio. A outra em função de muitas vítimas do período terem receio de se expor publicamente em uma matéria de jornal. Foi preciso conquistar a confiança de cada uma delas.”
Daniela Arbex, em Cova 312, sem reservas, não se importando com as dificuldades que enfrentaria, perseguiu inéditas e bombásticas informações, tendo como foco um fio quase invisível e pouco explorado de uma história repleta de espaços vazios do início ao fim, aliás, não teve fim, o que houve somente foi uma borracha que apagou sérios e impactantes acontecimentos vivenciados na Penitência de Linhares, em Juiz de Fora, que decifraria o suposto suicídio e desaparecimento do corpo do jovem guerrilheiro, de apenas 26 anos, Milton Soares de Castro, em 1967.
“Naquele momento, eu não compreendia o tamanho da dor que tudo causava. Remexer o passado era como cutucar feridas que não haviam cicatrizado.”
Movida por sua grande curiosidade e insistência, ela remexeu em sentimentos adormecidos, encontrando pessoalmente outras histórias, através das investigações e das várias referências literárias que há em todo o livro, sem contar o riquíssimo acervo fotográfico contendo imagens inéditas nos arquivos públicos e pessoais dos ex-militantes. Várias provas vivas e tristes dos muitos sonhos iniciados através de corações desejosos por uma democracia sem utopias ou escravidão. Igualdade para todos era o foco daquelas vidas. De seus quartos e esconderijos, o que era um segredo, ganhou as ruas, as montanhas ou outros locais que pudessem servir de base para o nascimento e a sobrevivência das muitas guerrilhas que protestavam e agiam, pelo furor da juventude e da revolta dos desertores militares.
“Naquela altura dos acontecimentos, ele já compreendia que os livros lidos na Galileu Galilei, a pequena biblioteca montada em sua casa, o ajudaram a sonhar com um país livre, mas não o prepararam para o cárcere.”

Gigantes Guerrilheiros pela própria Natureza...

“Os presos políticos não podiam conversar entre si. No entanto... Fizeram da música uma forma de se expressarem, transformando as canções em armas de resistência.”
Apesar do conhecimento que tenho sobre os fatos trágicos que muitos vivenciaram durante o período em que o país foi comandado por fascistas e de ter derramado muitas lágrimas pelos diversos jovens que sofreram torturas que não cabem dentro de uma só palavra, de tão intensas que foram, em meio a esses turbilhões, o livro de Daniela Arbex, me despertou de tal forma, que alguns pontos inesquecíveis ficarão por muito tempo presentes me levando a refletir sobre o presente e o futuro dessa nação.
“Longe de casa, da família e até de seus amores, os presos políticos recorriam à música para expressar sentimentos. Cantavam a dor, o amor, a saudade... Cantavam para convencer a si mesmos que estavam vivos. E ainda para protestar e resistir, mas principalmente para sentirem-se livres.”
Apesar da dor no passado, das escolhas de hoje, do grito contido na história... “Apesar de você, amanhã há de ser outro dia”, Cova 312, me alertou que nos dias de hoje, ainda é preciso relembrar incessantemente sobre o Golpe de 64, sobretudo devemos falar dos corações revolucionários dos estudantes e de pessoas simples que tiveram suas mentes feridas, seus corpos violentados, mutilados e afastados de seus entes… Diante de tanto infortúnio, a Arte foi para eles como uma válvula de sustentação, porque por ela, muitos conseguiam despertar seus ânimos e expor suas opiniões... “como beber dessa bebida amarga? Tragar a dor, engolir a labuta, mesmo calada a boca, resta o peito silêncio na cidade não se escuta”... Assim, os artistas também lutavam à sua maneira, alimentando a fé com canções, peças teatrais e poesias, mesmo que a censura nunca baixasse a guarda, as letras se tornaram hinos da pátria tão sonhada por aqueles guerrilheiros… Mesmo sabendo que “a mão que toca um violão, se for preciso faz a guerra, mata o mundo, fere a terra.” ...“Não ande nos bares, esqueça os amigos, não pare nas praças, não corra perigo, não fale do medo que temos da vida, não ponha o dedo na nossa ferida”“Os dias eram assim, perdoem a falta de folhas, perdoem a falta de ar, perdoem falta de escolha, os dias eram assim”… e... “sei que nada será como está, amanhã ou depois de amanhã…” Para cada informação, uma curiosidade musical surgia de minha memória, pois, mesmo não sendo uma obra musical, Daniela Arbex, trouxe revelações que me fizeram entender as letras dos cantores-militantes daquela época, por conta disso, uma trilha sonora deixou vários rastros históricos em minha mente durante a leitura, me fazendo ler e cantar: “Os amores na mente, as flores no chão, a certeza na frente, a história na mão… Caminhando e cantando... e seguindo a canção, aprendendo e ensinando uma nova lição… Vem, vamos embora que esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer…” 

“A perda da própria liberdade era o preço a pagar por manter livres as ideias.” 
Pra não dizer que não falei das flores, falarei do que é presente desde o início, que mostrou a coragem, a ousadia e a imensurável determinação que havia nos homens e mulheres daqueles dias repletos de arrogância e cegueira.  Sinto-me constrangida, mas me encorajo em questionar: como é possível insistir no erro do passado diante do que já foi visceralmente vivido? Cova 312 foi escrito para esse atual Brasil, com filhos sofrendo de amnésia, pois fatos como esses não deveriam nunca ser apagados de nossas memórias. Daniela Arbex, como de costume, escreveu um livro tendo em seu coração a disposição de lutar contra o sepultamento das verdades em covas rasas de nossas mentes, tão suscetíveis ao deslumbramento do presente. Não devemos esquecer que somos frutos que nasceram das sementes que morreram nesse mesmo solo de torturas! Nós deveríamos ser hoje o novo tempo, pois a democracia se estabilizou a  partir das batalhas que eles viveram, por isso, é a nossa obrigação como cidadão brasileiro não permitir que nossos filhos, sobrinhos e netos se percam regredindo ao militarismo do passado.
“Reeditar nas ruas do país marchas pela ordem clamando o retorno da ditadura é desconhecer os anos de sombra que envolveram o Brasil ou aceitar que a força supere o diálogo e o esforço histórico dos movimentos populares na busca por caminhos de paz.”

Avaliação: 
 






40 comentários

  1. Ola
    Adorei poder conferir suas impressões a respeito e em especial porque eu tambem ja fiz essa leitura e compreendo bem seus pontos de vista. Impossível nao sw envolver com a narrativa, o que torna tudo mais real e para mim é o principal destaque deste enredo.
    Beijos, F

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  2. ja dei uma folheada no livro em minha última ida a livraria e gostei bastante, pois é um relato real e histórico do país, sendo uma leitura indispensável
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  3. Oi,
    eu preciso dizer que apesar de admirar e achar incrível esse tipo de publicação, não tenho vontade de ler. Sei que a narrativa é extremamente relevante, já que retrata um marco importante da história do Brasil, onde muita gente sofreu para assegurar boa parte dos direitos que desfrutamos hoje, mas com toda sinceridade do mundo e até um pouco de vergonha, não tenho um pingo de vontade de ler.

    Beijos!

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  4. Olá, tudo bom?

    Já tinha visto um post sobre esse livro e fiquei bem curiosa por saber mais sobre ele parece ser um livro bem interessante, quero muito ler. Sua resenha ficou ótima.

    Beijos:*

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  5. Oie, tudo bem?
    Achei o máximo, fiz um trabalho na faculdade sobre o tema, e esse seria um grande adicional a minha pesquisa. Ainda mais escrito por uma jornalista, que é a profissão que pretendo seguir. Obrigada pela resenha, está perfeita, amei as quotes!

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  6. Eu adoro a escrita da Daniela!
    Li Holocausto e comprei este também.
    Está aqui na fila e pretendo ler ainda este ano.
    Ótima a resenha
    Bjks mil

    www.maeliteratura.com.br

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  7. Acho que o nome do livro não expressa realmente o conteúdo dele. Sua resenha me deixou bem interessada e acho que será uma leitura muito reflexiva. Pelo que você descreveu, acredito que realmente seja uma leitura relevante para a nossa atual situação.
    beijos

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  8. Olá, eu ainda não li esse livor mas é uma leitura que quero fazer. Acho importantíssimo que não nos esqueçamos dos anos tristes que o país viveu e de todas as mortes que a ditadura militar causou. A arte, as músicas e livros como esse estão aí para ajudar que não esqueçamos e não repitamos os mesmos erros.

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  9. Essa deve ser uma leitura bastante intensa, achei muito legal a forma que o post foi escrito para apresentar a obra.
    Beijos
    Mari
    www.pequenosretalhos.com

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  10. É admirável o trabalho de Daniela Arbex, que conheci por intermédio de Holocausto Brasileiro, livro que li entre horrorizado e fascinado. Também escrevi sobre ele: https://eduardolamas.blogspot.com.br/2014/08/abjeta-e-sublime-condicao-humana.html. Assim que puder vou buscar este livro dela, graças à sua dica. Agradeço muito. Ótimo dia.

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  11. Olá! Achei que o título do livro não continuo muito com o que ele trás, lendo talvez possa ter outra impressão. Sua resenha ficou bem completa, pode conhecer um pouco melhor sobre a obra. Além de me apresentar o livro me deixou interessada em ler. Adoro conhecer novos autores, dica anotada. Beijos'

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  12. Olá!
    Me pareceu ser um livro bem intenso. E além de tudo de história do Brasil, principalmente para quem não sabe quase nada ou nada sobre o Golpe de 64. É um deses livros que deveria entrar para a lista de livros obrigatórios, onde não ficaríamos tão as cegas e lutaríamos por um Brasil melhor.
    Jornalista bastante corajosa essa. Não se intimidou por um País corrupto ou por ameaças que com toda certeza ela deve ter sofrido. Muito boa a dica.

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  13. Oi!
    Eu ainda não conhecia esse livro, e se visse ele na livraria nem me interessaria muito, mas depois da sua resenha fiquei morrendo de vontade de lê-lo, sem dúvidas.
    É muito importante quando um autor trás uma narrativa que condiz e reflete o que estamos vivendo no país nesse momento, quem sabe assim alguns leitores possam abrir os olhos e não esquecer

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  14. Oie! Tudo bem?

    Infelizmente não é o tipo de obra que desperta meu interesse, mas não nego que já ouvi falar desse livro, e pela sua resenha nota-se que é uma história muito boa, com certeza quem curte o gênero irá gostar da leitura!

    Bjss

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  15. Oi, preciso dizer que sempre achei que esse livro era uma história só e não várias... Mas gostei muito da forma como você pegou um pouco de cada uma delas e comentou acerca. Eu confesso que o gênero não faz muito meu estilo, por isso não me chamou muita atenção, mas as tramas são bem complexas e se bem desenvolvidas (o que pela sua nota, parecem ter sido) são a chave para o sucesso. No momento não é uma leitura que eu esteja desejosa em realizar, mas quem sabe no futuro? Parabéns pela resenha, realmente achei muito legal <3
    Um beijo
    www.brookebells.com

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  16. Oiii, outro dia desses vi esse livro e fiquei bem curiosa... A tua resenha me incentivou mais ainda a me render e adquiri-lo!!!

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  17. Ooi,
    Não sou muito fã do gênero, mesmo com seus ótimos comentários e a escrita envolvente acho que tenho que passar. Adorei sua resenha, a forma que destacou os pontos positivos ficou incrível, parabéns!

    Corujas de Biblioteca

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  18. Olá!
    Eu ainda não conhecia esse livro, mas pela sua resenha posso considerá-lo uma leitura mais do que obrigatória considerando o atual cenário Brasileiro. Infelizmente muita gente sofre dessa amnésia, e seria ótimo se eles pudessem relembrar desse período tão horrível da nossa história.
    Beijos.

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  19. olá!
    Você escreveu essa resenha de uma forma tão extraordinária que me deixou muito curiosa. Esse livro parece retratar muito bem como a sociedade funciona, como existem injustiças e pessoas sofrendo e acho isso muito legal. Gostei do seu último parágrafo, pois ele funcionou como uma faca no meu peito. Dica anotada, sem sombra de dúvidas.
    Beijos

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  20. Olá!
    Já conheço o trabalho da Daniela Arbex e ela sempre arrasa. No Canal Brasil, geralmente, passa documentários sobre essa época, enfatiza pessoas e as mortes bárbaras e eu choro muito com tudo, é muita crueldade, barbaridade e pensar que estamos quase voltando a isso. Acredito que se ler o da Dani, ficarei da mesma forma, mas acho que esse é o tipo de leitura urgente, pois um país sem memórias não melhora. E o Brasil está assim, sem memórias.

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  21. Olá...
    Adorei a resenha!!!
    Não sei onde, mas, li uma resenha dessa obra e a blogueira era total elogios também! Gostei bastante de suas impressões e tenho certeza que quando ler irei gostar também.
    Vou anotar a dica aqui ;)
    Bjo

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  22. Olá, tudo bem?
    Tenho visto muito esse livro nas redes sociais, mas a capa nunca me chamou a atenção, na verdade nem sabia do que se tratava e me surpreendi com a sua resenha, e fiquei bem interessada em ler.
    Um beijo.

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  23. Eu gosto muito de livros não ficcionais. Eu tenho muita vontade de ler o livro anterior dela, mas ainda não tive oportunidade. Esse eu já tinha ouvido falar também, mas ainda não tinha visto ninguém falar dele. Mas pelas suas impressões é excelente. E uma coisa que acho mega importante nesse tipo de livro, é manter a memória viva.

    ;D
    Nelmaliana Oliveira

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  24. Oiii tudo bem??

    Nossa que resenha, super bem escrita, muito legal.
    Já conhecia o livro mas nunca tinha pegado para inciar a leitura, nem conhecia o trabalho da autora, foi muito bom conhecer. Deve ser um livro difícil, mas ao mesmo tempo fascinante, espero ler em breve.
    Bjus RAfa

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  25. Olá não conhecia o livro, fiquei fascinada com o conteúdo proposto por ele, adorei sua resenha, a autora me parece ser excelente no que faz, beijos!

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  26. Eu não conhecia a obra, mas confesso que fiquei curiosa para ler. Todo livro que retrata a história do Brasil me deixa ansiosa para conhecer. Nosso país, realmente, tem muitos baús de segredos obscuros. Foi bom ter lido sua resenha, já adicionei mais um livro na listinha de desejados. Beijos!

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  27. Olá!
    Esse é o tipo de livro que não leria... Até ler o que você escreveu sobre ele. Realmente tem uma temática interessante e, nós, como habitantes deste país, merecemos conhecê-lo melhor. Gostei muito da crítica que envolve o livro. Parabéns pela resenha.

    Beijos

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  28. Olá!
    Como assim eu não conhecia esse livro? Estou aqui impactada com a sua resenha. Faz um tempo que não leio não ficção, comprei 1889 e ainda não parei para ler. Ler sobre a história do nosso país, sejam os momentos bons ou ruins é indispensável.
    Já anotei a dica.
    Abs ^^

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  29. Elienae!
    Deve ser um livro bem realista que mostra as atrocidades vividas na época (e tem gente que ainda sente saudade daquele tempo).
    Precisamos ler livros que retratam essa realidade que não foi vivida por nós, para aprendermos que a história do Brasil, foi feita de momento críticos e fortes.
    Boas festas juninas!!!!
    “O que importa afinal, viver ou saber que se está vivendo?” (Clarice Lispector)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE JUNHO 3 livros, 3 ganhadores, participem.
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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  30. conheço muito o livro anterior dela, Holocausto Brasileiro. Não sabia que ela havia lançado um sobre a ditadura, que interessante!

    Gostei muito dos pontos que você citou em sua resenha. De fato, a arte era a única escapat[oria para as palavras de revolta. Ótima indicação!

    Abraços!
    www.asmeninasqueleemlivros.com

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  31. Olá, tudo bom?

    Já tinha visto outro post sobre o livro e gostei muito de saber um pouco mais. Esse livro parece que retrata muito bem como funciona a nossa sociedade, um assunto bem interessante, ainda mais para quem está estudando. Com certeza quando tiver oportunidade lerei o livro.

    Beijos:*

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  32. Olá Elianae,

    Fiquei super interessada nesse livro, eu não tinha muito o hábito de ler livros sobre a história brasileira, mas com o passar do tempo fui me interessando cada vez mais, e já li muitos livros bons relacionados a época da ditadura. Fiquei muito interessada e acho que pelo o que vc falou na resenha a autora e sua escrita devem sem fascinates. Estou super curiosa com esse livro e com certeza entrou para minha meta desse ano.

    Beijos e obrigada pela resenha...
    http://floraliteraria.blogspot.com.br/

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  33. Percebe-se que essa é uma leitura bem válida. Temas assim me atraem, pois sou grande fã do estilo de leitura: obras que abordam algo real em forma de romance (Aconselho a ler A rosa e o Florete: aborda a Revolução Francesa e é uma obra incrível). Eu, particularmente, gosto bastante! Vou buscar realizar a leitura! Também tenho curiosidade em ler Holocausto Brasileiro, que já está aqui para ser lido, só me falta tempo na verdade! rsrs

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  34. Hey, Elienae!

    Caramba! Que resenha fantástica!
    Eu tenho o livro "Holocausto Brasileiro", mas ainda não li, está aqui esperando a vez dele. Eu não sabia desse outro livro, mas, agora que li sua resenha, vou já adicioná-lo aos meus desejados!
    Saber coisas dobre a ditadura que ninguém havia contado deve ser, ao mesmo tempo, bom (porque trazemos às claras o que era oculto) e doloroso (porque lidar com a dor e o sofrimento que tantas pessoas viveram naquela época não deve ser nada fácil). Amei a resenha e vou correr atrás do livro!

    Beijos!

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  35. Ola, tudo bem?
    Nao conhecia este livro, achei bem interessante. Não tenho muito costume de ler livros sobre o tema, até acho que não conheço nenhum :)
    Gostei muito da sua resenha!
    Beijos, Larissa (laoliphant.com.br)

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  36. Oiiii
    Amo tanto este livro .e os pontos que c destacou vieram em minha mente
    .ele retrata nossa sociedade de u forma bem real .
    E os quotes que vc separou masi a música me encantam demais.parabens pela resenha

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  37. Olá! O livro parece ser muito bom, ótima temática, nos faz refletir. Ótima sua resenha. Vou anotar a indicação, espero ler também em breve, bjo

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  38. Oi, tudo bem?
    Eu já vi esse livro por ai e apesar dele não ser do tipo que eu costumo ler, eu confesso que tenho uma certa curiosidade, pois o mesmo fala de um tema muito importante e interessante, além de parecer ser muito bem escrito mesmo. Enfim, a sua é a primeira resenha que li sobre o livro e gostei muito.

    Beijos :*

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  39. Nossa que intenso, eu já tinha visto esse livro nas livrarias, mas confesso que não me chama muito a atenção a história, porem gostei de ver que para você funcionou e que você gostou, parabéns pela bela resenha.

    Beijos

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  40. Olá, tudo bem? Confesso que fujo de livros assim hehe adorei a sua resenha e deu para ver sua empolgação pela leitura, mas não sei se seria algo a realizar no momento.
    Beijos,
    diariasleituras.blogspot.com.br

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