12 fevereiro, 2018

Resenha Mate o Próximo

“A mente é uma caixa mágica. Cheia de truques. Ela sempre se vira para te dar um aviso. Também para te dar uma rota de fuga.”
Autor: Federico Axat
Editora: Verus
Páginas: 378


Finalmente tomei fôlego para tentar esmiuçar os fragmentos que ainda se deslocam em minha mente após a leitura de Mate o Próximo. Título pesado, neh? Contudo, acredito que a maior densidade não se encontra no suspense e nas mortes, mas sim no emaranhado de códigos, inúmeras suspeitas e sustos... Tudo arquitetado por uma arma muito mais poderosa, ativa e invencível que é a mente

Afaste receios, sente confortavelmente, respire, expire e leia a resenha! 
“Quando um detalhe parece não ter razão de ser, concentre-se nele, porque certamente tem importância substancial.”
Após obter o diagnóstico de um tumor inoperável, Ted Mckay, confuso e solitário, decide se suicidar durante a ausência de sua esposa e filhas. 

Trancado em seu escritório aguardando o fim iminente, uma interrupção bizarra surge. Inexplicavelmente da porta de sua casa ouvem-se batidas acompanhadas de uma voz que vocifera insistentemente contra o suicídio! Alarmado pela ilógica ele estaciona sua decisão não somente pela insistente voz, muito mais pelo estranho bilhete em sua escrivaninha com as seguintes palavras: 

"Abra a porta. É sua última saída"

Ao atender Justin Lynch, movido obviamente pela curiosidade, impensadamente ele abre a porta de sua casa, de sua vida e da segurança de sua família e bens, se deixando prender em uma teia de chantagens e obrigações absurdas. Muitas questões sem respostas e descobertas surreais o levarão a desconfiar de sua própria sanidade, por conta da doença e coincidências contraditórias... 

Como isso foi possível? Esses acontecimentos são frutos coincidentes, espirituais ou insanos? Nem Ted, nem eu e provavelmente você ao ler, não compreenderá rapidamente até que o raciocínio genialmente louco de Federico Axat coloque sobre a mesa todas as peças de seu magnífico e viciante quebra-cabeça. Aliás, muitas dessas peças desencadearam várias emoções impactantes e uma delas foi a revolta pela impotência de não conseguir descobrir a verdade e a mentira entre os personagens. Quem manda a leitora sempre achar que também é investigadora? rs

O livro é dividido em quatro partes, narrado em terceira pessoa e com capítulos sintetizados. Pude assim saciar minhas curiosidades lendo uma narrativa fluente, compreensível e priorizando a atenção sobre os suspeitos, além de vivenciar vários “Como assim, genteeee??”... Aliás, muitas vezes precisei parar, relaxar, respirar e deglutir todos os nós que estavam paralisados na garganta, por ser surpreendida pelas páginas, sequências e personagens carismáticos e bem elaborados. Em nenhum momento da leitura percebi sinais desconexos e todos os pontos se fecharam de maneira assustadora... Confesso que tive uma vontadezinha de ter amnésia para poder ler tudo de novo! rsrs

Enfim, que não seja preciso um bilhete suspeito para te direcionar por esses labirintos construídos pelo mestre de obras Federico Axat. Então, abra a mente e se extasie pelas inúmeras reviravoltas emocionantes! Boa leitura!
“Onde havia escuridão, agora eu consigo ver.”
Avaliação


O Autor



Federico Axat nasceu em Buenos Aires, Argentina, em 1975. Engenheiro, começou a escrever por interesse e vocação. Em 2010 lançou seu primeiro livro, Benjamin, publicado na Espanha, na Itália e no México. O pântano das borboletas é sua estreia no Brasil.








Um comentário

  1. a premissa é interessante, apesar de não ter conhecimento do livro até então confesso que fiquei curiosa

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