09 fevereiro, 2018

Resenha Vango

“Existem pessoas que nos dão vontade de sair navegando para bem longe e, de preferência, por muito tempo.”
Autor: Timothée de Fombelle 
Editora: Melhoramentos
Páginas: 360

E com certeza existem livros que se fosse possível descobrir a insatisfação antes de ler, eu não iria navegar para longe, iria, é claro, jogá-lo ao mar... Quem sabe até deixaria em uma ilha como companhia para algum solitário náufrago. Fato é que estou meio zonza, sabe? Não porque a história me causou sono, não, não é isso! Na verdade, ela acionou um princípio de labirintite, isso sim!!! Mas, deixarei as revoltas de lado e partirei para a ilha?! Não, não! Para a resenha de Vango!
“Vango, pequeno náufrago sem passado e sem origem.”
Tudo começou por duas pessoas perdidas e desmaiadas após um naufrágio. Vango e sua cuidadora. Foram muito bem recebidos pelo povoado, mesmo que não entendessem que pessoas eram aquelas... A cuidadora, Mademoselle, falava diversas línguas fluentemente e revelou apenas que não havia parentesco entre ela e a criança.

Anos se passaram, Vango cresceu e vivenciou diversas experiências que o fizeram escolher uma decisão madura, mesmo com 13 anos. Mas, um “não” mudou o rumo de sua escolha e assim ele partiu de seu lar para descobrir mais da vida e até quem sabe de seu passado apagado pelas ondas do mar.

Aos 19 anos, no dia de sua ordenação à padre, vários policiais invadem a igreja parando imediatamente a cerimônia. Ninguém entendeu o motivo para tanto alarido, menos ainda quando o delegado chama pelo nome de Vango... Acusado de assassinato, mais uma vez ele precisa partir, não só para continuar a peregrinação sobre sua origem, mas agora também descobrir quem foi a vítima e por que o denunciaram.

Vango tem uma premissa riquíssima, com fatos, personalidades importantes e muitas referências sobre momentos marcantes e não fictícios da história da humanidade. Creio que isso o transformaria num excelente infantojuvenil, aliás, ao iniciar a leitura senti gostinho da maravilhosa Coleção Vagalume se aproximando... #SQN! O narrador é carismático, a narrativa até que é levinha para engrenar a leitura e sentir um “simbora viajar com Vango, geente!”... Porém, com o tempo isso se tornou cansativo, porque os diálogos são poucos e desconexos. São muitos personagens e nenhum marcante, há excessos de acrobacias, milhões de reviravoltas pelas páginas que mais aumentaram a confusão e a cada esquina havia um mistério insolúvel ou incompreendido por mim... Há muitas viagens ao redor do mundo! E vejam só!! Até há a presença de um Zepelin trazendo o digníssimo seminarista para uma visita rápida em nosso país... que luxo neh?! Será que Vango se sentiu confuso e tonto como fiquei?! Não saberei! Enfim, para mim não deu, me perdi bastante e nem estava na metade da segunda parte (o livro é dividido em três partes) quando tudo virou uma miscelânea maior ainda.
Bem, vou ali respirar um pouco, tirar meus olhos da tela e descansar. Enfim, caso queira também viajar em um Zepelin por muitos continentes, deixo a dica! Boa viagem... ops! Boa leitura!!

Avaliação:


O Autor


Timothée de Fombelle (Paris, 1973- ) escrevia principalmente peças de teatro. Depois de uma premiada carreira como dramaturgo, teve sua estreia na literatura em 2006 com Tobie Lolness. O livro foi traduzido para mais de 22 línguas e fez o autor transformar a literatura para jovens adultos na sua principal ocupação profissional. Vango: Entre o Céu e a Terra é a primeira parte do novo romance do escritor (dividido em dois volumes).



Um comentário

  1. apesar de ser um livro bem comentado por você ele não foi daqueles de me encher os olhos
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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