07 março, 2018

The Bletchley Circle: Mulheres Comuns? Jamais!

Décadas significativas muitas vezes são esquecidas, mesmo com marcantes mudanças.
O agora se chama presente, com vívidos segundos e minutos frenéticos se tornando em um recente passado...
E o futuro? Incógnito e medonho... Continuaremos a levantar nossa voz pelo direito de não ser comuns?

Não sabemos em que parte do círculo da existência estamos, mas, enquanto houver um sexo (nada) frágil, independente da raça, orientação sexual e limitações físicas/mentais, se dispondo a administrar máquinas e leis com sensibilidade e raciocínio sensitivo, nos conscientizaremos que combates nunca deixarão de existir nesse universo caótico que vivemos. Isso também aconteceu durante a Segunda Guerra Mundial, onde, mesmo com dificuldade, mulheres desbravaram preconceitos e conseguiram deixar sua marca, trabalhando com a máquina Enigma. Graças aos relatos históricos, temos diante de nossos olhos muitas passagens transformadoras da feminilidade através da sétima Arte, textos etc.

Recentemente assisti a série The Bletchley Circle, pela Netlflix que traz novamente fatos interessantes sobre essas heroínas.
__ Todas as tropas estão se movendo por nossa causa. Nada mau para umas moças comuns...
__ Moças comuns? Você não seria comum nem se tentasse.
__ Quando isso acabar não teremos que ser comuns?
__ Não vou permitir.

As verdadeiras decifradoras de códigos de Bletchley.
Em Bletchley, numa instalação secreta, há um número de mulheres exercendo o cargo de decodificadoras, na função de criptografar códigos e padrões alemães para o exército britânico durante a Segunda Guerra Mundial. Desse grupo destacam-se quatro mulheres: Susan (grande matemática), Millie (tradutora), Lucy (com excelente memória fotográfica) e Jean, (ocupando um cargo que obtém documentos e outros privilégios).

Nove anos depois de vivenciar grandes aventuras em um período repleto de desafios com coragem e capacidades peculiares, elas se encontram num recente momento esquecidas pelo tempo, sentindo-se inúteis, envolvidas por escolhas duvidosas em uma época machista e dominadora. Ao saber pelo rádio sobre alguns misteriosos assassinatos próximo ao seu bairro, Susan sente que esse pode ser o momento de se erguer, junto com suas ex colegas de trabalho, mostrando-se apta para a sociedade novamente, não à frente de uma máquina, mas decifrando a mente doentia de um assassino silencioso e invisível.


Em segredo e com sensatez, elas buscarão solucionar mais esse mistério, provando que realmente o comum não faz parte de suas vidas.

__ Podemos ser úteis de novo.
__ Como assim, de novo?__ Acha que não somos úteis agora?
__ Nós fazíamos diferença. Todos os dias. Salvávamos vidas, lutávamos. Não como os homens, claro, mas fazíamos nossa parte.



Nenhuma pessoa é comum. Guerras? Sempre existirão, silenciosas ou não. HOJE ainda é possível decodificar problemas, reconstruir histórias e plantar palavras de vida no espaço que habitamos, porque estamos vivos e isso já faz toda diferença! Você, mulher, já pensou sobre isso?

Enfim, não deixe de assistir TBC! Boa sessão!





Um comentário

  1. não vi, mas quero ver pra ontem
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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