14 maio, 2018

Resenha O Jardim das Borboletas

A pessoa que você é não se resume em um nome, mas sim em uma história, e eu preciso conhecer a sua.
Autora: Dot Hutchison
Editora: Planeta
Páginas: 304

Ela é enigmática, dosa pensamentos e sentimentos, na intenção de não revelar além do necessário... Sobrevivendo sozinha desde criança, Maya chega enfim em Nova York, conseguindo amigos, casa e trabalho, até infelizmente ser cobiçada e sequestrada... 
"Acho que me acostumei tanto com os horrores do Jardim que esqueci quão horríveis o mundo exterior também pode ser."
Um glamoroso cativeiro, com luxuosa tecnologia, natureza e tratamentos especiais aprisiona ela e outras adolescentes, deixando nos corpos marcas peculiares do agora “dono” de suas vidas... Mas, através de uma denúncia, as chamadas Borboletas, adquirem liberdade das garras do psicopata conhecido por Jardineiro.

Logo inicia a entrevista feita pelos agentes Victor Hanoverian e Brandon Eddison para descobrir e compreender a existência do Jardim. E com camadas lentas tentam retirar de Maya as informações necessárias, mas, sua personalidade tão endurecida leva-os a duvidar de sua inocência. Afinal, que segredo a mais ela guarda de forma tão reticente?

A obra é diferente dos suspenses que costumo ler, pois a investigação, as pistas e suspeitas foram poucos explorados, até mesmo as características e ações do psicopata, que tanto estou acostumada. Senti que o autor preferiu explorar o lado psicológico, principalmente de Maya, a protagonista, de forma minuciosa, genialmente irônica, enigmática e perspicaz, como também as reações reflexivas e emotivas do agente Victor, o temperamento pesado e intrigante de Brandon e os colapsos tão reais e individuais das demais vítimas. Esse desenvolvimento na narrativa me deu angústia, mas, também curiosidade e pressa em descobrir todas as facetas, com isso as doses de violência ficaram pouco exacerbadas, então conclui que a forma de escrita para assunto foi aceitável, pois me fez chegar às últimas páginas sem ficar abalada.
"Os pensamentos ruins tomam a mente com mais facilidade quando você não tem nada para fazer."
As ambientações do Jardim tiveram cenários naturais bem exóticos e os cômodos do casarão envolvidos numa áurea hostil, fazendo-me imaginar quão terrível foi estar ali. As pinturas são lindas, apesar de como é transmitida e há muitas referências literárias de Edgar Allan Poe, William Shakespeare e outros.

O fim não foi previsível, mas achei corrido demais. Contudo o que já citei, a obra impactou-me muito mais pela forma de tratar a reação da protagonista diante dos momentos que vivenciou no cativeiro e na revelação do mistério central que me deixou emocionada pela cumplicidade e afeto tão fortes em vidas áridas de amor, e somente por isso indico esta leitura.
"Meus segredos são velhos amigos. Eu me sentiria uma péssima amiga se os abandonasse agora."
Avaliação:

A Autora

Dot Hutchison é escritora, dedicada especialmente ao público jovem-adulto. Possui interesses bem diversificados, indo de teatro, queda-livre e "xadrez humano" em feiras renascentistas a navegar horas e horas pelas páginas da Wikipedia (às vezes, as pesquisas não têm muito a ver com as histórias que ela escreve, como naquela vez em que Dot leu sobre São Jorge ter passado o resto de seus dias arrependido por ter matado o dragão).









2 comentários

  1. Esse livro vem sendo muito comentado. Já faz parte das minhas metas pra esse ano <3

    Blog: obaucultural.blogspot.com.br

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  2. a trama em si parece interessante, não sei se seria um livro que eu leria por agora, mas fica a dica!
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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